terça-feira, 19 de outubro de 2010

O Mistério das Cousas

(Fernando Pessoa)
...
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!

Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

TINO GUERREIRO (QUE MAIS NINGUÉM DA MINHA FAMÍLIA TENHA QUE VOAR ASSIM)

João Almeida
São Paulo, 15 de setembro de 2010
Eu vou contar uma estória de um menino que um dia partiu pra longe, pra muito longe....Em terras estranhas o menino se perdeu e se encontrou várias vezes. A noite ficava num cantinho pensando nessa viagem um pouco maluca que fez, deixando pra trás dois pinguinhos de gente, duas filhinhas muito queridas, pai, mãe, irmãos e seu chão original. Pensava, pensava, até que um dia de madrugada pelo seu pensamento Jesus chegou e conversou com ele, compadecido do clamor do seu coração.
---Filho! Vá ser carpinteiro como meu pai!
O menino respondeu:
----Mas eu não sei nada dessa profissão!
---- Me leve com você que eu te ajudo....
E assim, o menino foi... entrou numa loja e se apresentou. Embaraçado naturalmente , Jesus lhe ajudou dando paciência ao gerente, e assim o menino encontrou como sobreviver. E o menino se renovou, e Jesus não lhe deixou mais... Deu-lhes um bocado de boas companhias, amigos, amigas e principalmente fé. Encontrou ali pertinho parentes e uma convivência feliz.
Mas o menino estava só, com saudades... Aí Jesus lhe deu uma esposa. Ajeitaram uma casinha e se amaram, e se amam...
Aí Jesus achou pouco....e preparou uma menina, uma criança pra eles! Maria Elisa.
Apesar das vitórias, estou testemunhando a rotina deste menino, debruço na varanda da sua casinha e refaço seus passos, volto ao passado e venho correndo para medir as diferenças. À meus outros meninos, irmãos, que completavam a alegria minha e de Maria, dou este testemunho, para que observem a parte rompida do elo, dos laços que nos atam, de um pássaro que bateu asas com uma plumagem e que mudou as “penas” e literalmente a sua identidade...
Virou pra mim um exemplo, mudar em condições tão adversas em vez de descer mais, enquanto outros ex-companheiros, em ambientes sociais elitizados, sem conhecer fome nem sede exibem um perfil ilusório e vão descendo dia a dia as escadas que idiguinidade construiu.
Meu menino sai as pressas, com uma roupinha surrada de acordo sua atividade de simples operário e trabalha duro, e chega em casa sorrindo, agora mais ainda que pode usar novamente a expressão:
PAPAI CHEGOU! PAPAI CHEGOU!
Tudo direitinho na sua casinha...
Principalmente a sua fé em Deus.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

AINDA QUERO MOSTRAR MEU SORRISO

João Almeida
Eu do meu canto quero o que?
Muita coisa que não tem volta apenas passa pela memória, eu já sei...
Mas era tão bom ter voz, ser bem ouvido, participar e decidi.... os resultados nem sempre eram os esperados, mas tinham confiança em mim....sempre fui bem lembrado.
Quando arrumei a mala e saí pelo portão azul, porque já era tempo, deveria ter registrado tudo, não fiz...talvez por sentir que o portão nunca se fechasse de vez. Assim, lá dentro ficaram tantos, tantos queridos!
No início uns telefonemas, convites para ir sentar na roda de gargalhadas, depois como se cada um viajasse, a separação.
Agora já não dá para fundar um clube agregando aquela turma boa, no mais é ser uma pessoa extranha e ir pedindo paciência à família, ou entendendo as ausências, afinal todos tem mais o que fazer. Cada um tem seu pedaço de solidão na aposentadoria, é como ver um estádio esvaziar e ficar sozinho na arquibancada assistindo o último jogador desaparecer no túnel.
Aposentadoria!.... pois sim...
Queimam-se valiosos arquivos, é certo que se abre novas páginas, mas nelas não está o palhaço, nem o riso de tantos, de modo que não é justo ironizar algo meio triste que digo ou que faço, talvez o que falte é ouvir uma boa piada e quem se interesse ser o “palhaço” pra mim.
Eu tentei fazer o mundo rir....
“O CIRCO FOI EMBORA PROMETENDO VOLTAR, MAS NUNCA MAIS VOLTOU. MAS NA VIDA É ASSIM MESMO, QUANTA COISA VAI EMBORA E NUNCA MAIS VOLTA.”.
.

MINHA LUA AZUL!

João Almeida
07de junho de 2010
Sei que quase ninguém vai acreditar que ontem eu e meus pensamentos nos encontramos com uma lua azul. Talvez Victor, Júlia acreditem, Matheus e Carol de jeito nenhum, e entre gargalhadas afirmarão:
Vovô está doido!
Maria, Iraci, Carla ,Tino e Jota desconversarão introduzindo no papo a escalação da seleção brasileira. Mas eu vi, eu vi a lua azul... o momento mais empolgante foi quando ela se escondeu atrás de uma nuvem de algodão e surgiu mais encantadora depois de uns minutinhos
Fiquei com o pescoço doendo de olhar para o céu, sabe! Me recostei na cadeira adormeci e sonhei....
No sonho fiquei criança mais ou menos do tamanho de Carol, e logo me meti no meio das brincadeiras deles. Na confusão do sonho hora nós corríamos pela sala da casa de Carla, noutras no corredor da casa de Jota e até embarcamos num trem em Osasco rumo a estação Carapicuíba, e por fim fomos parar na sombra da mangueira do Recanto Verde.
Não esqueçam que no sonho eu era criança e até tomei banho de mangueira e tomei pito de vovó Maria porque não queria dá a vez a Matheus. É , meu sonho trouxe Matheus e Victor para o sítio e se não tivesse na hora da lua azul desaparecer eu ia encolher todo mundo.... Carla, Tino, Iraci e Jota. Só deixava grande Maria pra tomar conta da gente.
Acorda! Menino velho!
Mas! e a minha lua azul?
Baboseiras! Hoje eu estou um pouquinho Ziraldo, do “Menino Maluquinho”.
Luto para aceitar que lembrar é saudável, que o importante é a realidade do presente, mas não é fácil sentir saudades sem sentir dor...
Andei pensando no reencontro de Maria com sua amiga de adolescência Dilail. Reencontro não, um achado! Graças a internet elas não precisaram ir para praça da Piedade participar do programa; “Procurando desaparecidos”. O que mais me entusiasma no reencontro foi o peso, a valorização da amizade que envolveu a nós todos. Como nem todo mundo tem a mesma sorte.... Aquela turma boa não era pra vida toda, demandaram outros caminhos É que é bom ter amigos, as coisa nunca serão realmente assustadora se você tiver um bom amigo.
Assim, sinto falta de Rubens... quantas gargalhadas, como era iluminado os nossos momentos. Mauro.... Gaucho moleque, assim que puder vou no Centro Gaucho com Maria, quem sabe eu não encontre meu amigo. Zé Maria! Fazia questão de mim, as vezes de pé, no “pé do balcão. Bem, podem até achar que aconteceu uma fuga, as vezes a gente fica desinteressante e principalmente para o novo. Pois então ? é por isso que só eu consigo ver, a minha lua azul.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

TIA GLADYS

MIGUEL FALABELA
Ela nos mostrou janelas que se abriam para janelas, como se profetizasse o futuro na sua maneira de contar histórias

Dia desses, o grande arquiteto espanhol Santiago Calatrava fez uma apresentação de seu belo projeto para o Museu do Amanhã, marcando o início da revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro. Em dado momento, ele usou um retroprojetor e começou a mostrar, através de croquis, a gênese de seu projeto. Com um movimento ágil, ele traçou as curvas da baía, os morros, a praça Mauá, restabeleceu a relação da cidade com o mar, roubada naquela área pela horrenda e inexplicável perimetral, e nos encheu de um orgulho tão necessário nesses dias que correm. Foi de uma simplicidade e clareza admiráveis e a plateia assistiu encantada às imagens que iam brotando do traço elegante do artista, na tela que dominava a cena. Regina Casé estava sentada ao meu lado e depois me disse, quase um segredo, que tinha se lembrado de tia Gladys e do encantamento que o programa causava em toda a nossa geração.

Tia Gladys e seus bichinhos era o programa infantil da minha primeira infância. Na velha televisão em preto e branco, um móvel que imperava no centro da sala, eu e meus irmãos assistíamos encantados às histórias que a mulher loura e educada ia contando e, delícia suprema, rabiscando nas paredes brancas do estúdio. A ela era permitido rabiscar nas paredes, eu pensava, e me encantava com as histórias do sapo Godô e da formiguinha Gilda que, não por acaso, emprestava o nome ao maternal que eu frequentava. Ainda tenho guardada em algum lugar uma foto com a jardineira azul da escola.

Saí do píer imediatamente tomado pelas lembranças daquelas tardes aprisionadas no tempo, quando a vida era de uma simplicidade mágica. Nossa maior aventura era uma corrida até o trilho do bonde para abandonar ali uma garrafa de cerveja vazia que, mais tarde, devidamente triturada, serviria de base para o cerol que tornaria nossas pipas invencíveis nos combates aéreos. Mas isto era transgressão punida severamente e nem todos tinham coragem de se arriscar em tal empreitada. Isso era tudo. Não havia grandes eventos, a infância era pobre de coisas e plena de sonhos, porque havia a ideia de que uma folha em branco e um pedaço de carvão eram o bastante para libertar a mente das amarras do cotidiano e não foi à toa que a imagem da apresentadora ocorreu à atriz, assim que o arquiteto espanhol começou a nos deslumbrar com seu amoroso olhar para o Rio.

Não sei quanto tempo durou Tia Gladys e seus bichinhos. Acho que era na Excelsior, cujo jingle eu ouço agora, puxado do arquivo: “Do 2 eu não saio, nem eu, nem ninguém. Ninguém sai do 2, nem eu nem meu bem”. Não sei a quantas edições do mesmo eu assisti, mas acredito que uma única experiência já teria sido o bastante, porque a mensagem era clara para as crianças da minha geração. Ela nos mostrou janelas que se abriam para janelas, como se profetizasse o futuro na sua maneira de contar histórias. A nós foi oferecida uma tela branca que é o começo de tudo, ou um quarto escuro em que se acenda a luz para encontrar a personagem. Não importa. Tia Gladys nos oferecia não só a origem, mas a semente da criação e da possibilidade.
Nunca poderemos lhe agradecer o bastante.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

NUM DIA MEIO TRISTE

Neste dia, o Recanto estava tão triste que deu dó de mim ao lembrar de tanta alegria desfilando no meu terreiro, tanta gargalhada na molequeira, na conversa fiada que quem desse mundo não estava lá não sabe o que perdeu. Mas o Recanto foi feito pra ser um pedaço diferente do mundo, e assim será....


João Almeida



A SOMBRA DAS QUATRO VEIO....

O VENTO E A BRISA TAMBÉM.

TRÊS BORBOLETAS AMARELAS

DANÇAVAM SOBRE O JARDIM,

E ENQUANTO NUVENS BRANCAS

SE ARRUMAVAM NO CÉU,

UMA ESQUADRILHA DE GARÇAS

CORTOU O MEU ESPAÇO,

FAZENDO PARECER SER ALI

UM DIA DE FESTA...



VINHERAM OS CARDEAIS,

AS ROLINHAS E OS TZIUS.

GIRANTES , CANÁRIOS DA TERRA,

SOFRÊS , SANHAÇOS E TIÊS.

AS SABIÁS JÁ ESTAVAM,

DESDE CEDINHO QUE CANTAM,

NÃO VINHERAM...MORAM AQUI.



VEM TANTA GENTE...

QUER DIZER, GENTE MESMO, NÃO...

MAS QUANDO SE ESTÁ SÓ,

UM MOSQUITINHO QUE SEJA

FAZ COMPANHIA...



VINHERAM AS FRUTAS...COMO QUE SAINDO,

DETRAZ DE UMA CORTINA DE FOLHAS,

SE APRESENTAM...

LIMAS, ARAÇÃS E MANGAS,

OLHEM LÁ UM CACHO DE ACEROLAS,

UM RAMO PRETINHO DE AMORAS...



MAS AÍ, VEIO UMA TRISTEZA

NOS VERSOS DE SEU ZÉ

QUE SÓ LABUTA CANTANDO

E ESTÁVA PERTO POR TRÁS DO BANANAL:



“MEU COQUEIRO DE TÃO ALTO,

JOGA CÔCO NA CIDADE.

MEU AMOR ALI TÃO PERTO,

E EU MORRENDO DE SAUDADE.’



TEM HORAS QUE NÃO SÃO FEITAS

PRA GENTE FICAR SÓ...

NÃO DOMINAMOS AS SENSAÇÕES,

MUITO MENOS....MUITO MENOS.....

AS SENSAÇÕES DOS OUTROS....

AMANHÃ PODE NÃO VIR O SOL,

E ENTÃO NÃO TEREMOS SOMBRA.

MAS NO SEU LUGAR,

ATÉ UMA CHUVA PODE VIR...

ANOITECER MAIS CEDO...

MESMO SÓ, EU VOU ESTAR AQUI.

domingo, 4 de abril de 2010

Tentação do Vaqueiro (Contos Sertanejos)

Saindo de um forró, lá na serra da remetedeira Zé Francisco preferiu ir a pé para casa, precisava arejar os pensamentos. Caminhou trôpego por aquelas estradas, onde não se via viva alma e cuja única luz, era da lua, coberta pela bruma que encobria o caminho. “Inda bem que num ta cheia!” pensou. Às vezes, aquele silêncio ensurdecedor do caminho era interrompido pelo canto dos grilos, outras vezes pelas corujas.
Em certo ponto da estrada, próximo a uma encruzilhada, avistou algo vermelho, como um pano, tremulando com o vento. Cismou, chegando mais perto pôde perceber que era uma mulher, encostada na cerca. Uma bela mulher loira de seios fartos, que aos olhos do caboclo parecia estar usando roupas de baile. Tudo combinando: vestido, batom e sapatos vermelhos. Achou aquilo tudo muito estranho. Aproximou-se.
―Moça... Quê que ta fazendo sozinha aqui... Num esquisito desse?
―Esperando por você!
―Pur mim? Mais... A sinhora me conhece?
−Quem é que não conhece o grande Zé Francisco? O caboclo mais valente de Santana do Ipanema?
− Grande é Deus moça!
−Mas você pode ser maior que Ele! Alias, pode tudo que quiser!
−Maió do que Deus nosso sinhô? Que cunversa é essa?
−Nosso não! Seu... Que por sinal, nem sabe que você existe!
−Peraí... Peraí! Eu num to entendendo o rumo desse prosa não! Quem é a sinhora?
−Eu sou aquela que pode lhe oferecer tudo o que você quiser! O inimaginável! Prazeres com os quais você nunca sonhou!
−Ói moça... Eu posso ta bêbo... Mais eu num sô burro! Isso daí... É a troco de quê?
− Quase nada! Pra começar, tire esse escapulário que você usa no pescoço!
− Meu escapulário? Não... Tem a image de minha madrinha sinhora Santana.
− É, onde estava sua madrinha quando seu cavalo foi esquartejado?
O caboclo engoliu um seco, parece que aquela mulher sabia onde apertar.
−A hora dele chegô... Como vai chegá a minha, Cuma qualqué vivente nessa terra!
−Não venha falar assim como não se importasse! Nós sentimos sua dor! Ouvimos seu desejo ardente de vingança! Além disso... Conhecemos seus desejos mais obscuros!
Estas últimas palavras, a dama misteriosa proferiu com um sorriso malicioso no rosto, acariciando a nuca do sertanejo.
− Renuncia a este Deus impiedoso que você segue! Nós lhe daremos poder para esmagar seus inimigos, traremos seu cavalo de volta. E Rosa... Ah, Rosa... Ela será toda sua! É pouco? Peça mais! É só dizer! Tudo o que você quiser está ao seu alcance!
− Nóis... Eu já intendi! Sai pra lá fia do capeta! Coisa ruim! Vai de retro! Vorta pros quinto dos inferno que é teu lugá! Sangue de Cristo tem podê!
Naquele momento, a mulher de vermelho começou a se contorcer, e emitir um som como se fosse um animal ferido. Depois sumiu, como se sugada pele terra, bem diante dos olhos de Zé Francisco, que caiu no chão na mesma hora.
Acordou novamente, desta vez foi desperto por um homem que segurava um candeeiro.
− Amigo... Você esta bem?
Lentamente o caboclo levantou a cabeça. Com um olho aberto e outro fechado encarou aquele homem. – baixe o candinhêro pr`eu vê sua cara!
O homem obedeceu.
− Louvado seja nosso Sinhô Jesus cristo! Falou o caboclo, desconfiado.
− Para sempre seja louvado! Deixe eu lhe ajudar, vou levar você para sua casa.
Zé Francisco nada respondeu, estava tão embriagado que mal conseguia andar. O homem do candeeiro apoiou o caboclo em seus ombros e o conduziu para casa. Durante o caminho o sertanejo puxou conversa.
− O sinhô num vai acreditá! Mais o diabo apareceu pra mim inda agorinha, na forma de uma muié! Me prometendo o mundo e o fundo!
− Eu acredito sim! Às vezes ele tenta testar as pessoas, principalmente as mais especiais!
− especiais? Eu num tenho nada de especial não seu moço... Só tenho o dia e a noite!
− Não diga isso! Você é especial para Deus! Ele sempre vai olhar por você! Por isso o outro lado sempre vai tentar abalar sua fé!
De repente os dois estavam diante da porta da casa de Zé Francisco
−Já?...Eí! Eu num tinha lhe falado onde era minha casa... Tinha?
O homem sorriu para ele e foi descendo a rua com seu candeeiro, até sumir na bruma.
−Crê em Deus pai todo poderoso!